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Salma Hayek. Pancadaria, tiros e menopausa

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Salma Hayek. Pancadaria, tiros e menopausa

As rivais O mercado de atrizes hispânicas em Hollywood é sempre competitivo, mas Salma Hayek sempre foi das mais bem pagas. Entre altos e baixos, a atriz mexicana já afastou muita concorrência, mas certas artistas roubam-lhe algumas propostas.

Os 55 anos de Salma Hayek são os novos 40. A atriz mexicana está a ter um segundo fôlego em Hollywood. Esta semana é a estrela principal da sequela de O Guarda-Costas e o Assassino, O Guarda Costas e a Mulher do Assassino , onde a a sua personagem ganha um novo protagonismo, uma heroína de ação mesmo a tempo de se rentabilizar o efeito #MeToo. Ao lado de Samuel L. Jackson, Antonio Banderas, Ryan Reynolds e Morgan Freeman é ela quem despacha mais vilões por metro quadrado. E nota-se que está em grande forma, uma atriz no ponto certo do timing do humor e com uma beleza tranquila que joga bem com a sua energia latina. E é precisamente esse salero que torna a sua senhora Kincaid num pequeno grande achado: uma mulher feroz, despachada e com a maior coleção de palavrões na língua de Cervantes que alguma vez o cinema americano teve coragem de exibir. Cada vez que abre a boca surge uma metralhadora de impropérios e insultos, sobretudo a quem tem o erro de lhe lembrar a idade. Um papel que surge como presente numa altura em que se prepara para ser uma heroína da Marvel ao lado de Angelina Jolie em Eternos , o tal filme de super-heróis no feminino dirigido por Chloé Zhao, a vencedora dos Óscares deste ano, e logo a seguir a ter sido a estrela de Bliss , de Mike Cahill, aposta da Amazon Prime.

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É, em toda a linha, uma Salma rejuvenescida, mantendo uma sensualidade forte e sem rodeios. A dado momento neste O Guarda-Costas e a Mulher do Assassino mistura com grande piada instinto sexual e maternal quando pergunta ao pobre guarda-costas traumatizado por que razão está obcecado pelos seus seios. De alguma forma, o argumento desta sequela pede à atriz um salto na autoparódia e o mergulho é mesmo de cabeça.

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Nesta conversa que o DN tem acesso num rápido intervalo das filmagens no centro de Trieste, na primavera de 2019, a mexicana está particularmente bem disposta e o seu sotaque inglês com traço hispânico é exatamente igual ao que vemos no filme. E é também a mesma Salma humilde e espontânea que apanhei em Cannes numa entrevista promocional da comédia Só os Tolos se Apaixonam , de Andy Tennant, no distante ano de 1997. “Voltar a esta franquia do Guarda-Costas e o Assassino foi como voltar a uma família que gosto imenso, mesmo quando o meu papel pequeno no filme original tenha sido apenas dois dias de filmagens… Além do mais, a Blake Lively, mulher do Ryan Reynolds, é uma grande amiga minha, já para não falar que eu e o Sam [L. Jackson] temos uma ligação forte e a nossa química é impecável… Seja como for, como todos sabemos, nem todas as reuniões de família são simpáticas… Mas neste caso é mesmo uma sorte: esta é uma boa família”, começa por dizer. Salma que recentemente confessou ter estado ligada ao oxigénio devido à covid-19 na sua mansão de Londres, tendo mesmo vislumbrado a morte e renegado tratamentos hospitalares.

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Subscrever Em 2019, em pleno plateau desta comédia de ação, a atriz parecia o habitual furacão de vida e alegria e pedia à imprensa que visitava a cidade italiana para avisar que Hitman”s Wife”s Bodygard é um bom título – na altura era apenas o título provisório. A atriz não esconde que gosta de protagonismo. “Nunca esperei que fizessem uma sequela comigo como estrela, mas digo-lhe que fiquei muito contente! Da outra vez, um dos produtores ao convidar-me disse-me para aceitar o papel pequeno como um favor pessoal, mas também me disse que mesmo pequeno era um papel importante: se aquela mulher não fosse inesquecível O Guarda-Costas e o Assassino não funcionaria! E deram-me luz verde para rescrever todo o papel. Queriam que daquelas poucas cenas nascesse uma personagem… Foi muito divertido, tratou-se de uma verdadeira contribuição artística. Não me limitei a decorar diálogos e fui eu quem trouxe realmente algumas ideias. Isso deixou-me muito feliz. Aceitei também o papel porque todo o primeiro filme foi rodado em Londres e isso fez com que não tivesse que apanhar nenhum voo. Desta vez também não foi mau: Croácia e Itália não ficam muito longe. Nunca quero estar longe da minha família por muito tempo. Aliás, estou muito limitada em termos de escolhas: só aceito papéis que não me afastem mais de 15 dias. Perco muita coisa, mas tem de ser…”.

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Nessas contribuições artísticas de que fala está incluída a ideia de Sonia não estar na cela sozinha. Para quem não viu o filme original, Sonia, como qualquer fora-da-lei que se preza, encontrava-se a cumprir pena numa prisão de alta segurança. Para Salma, era fundamental ter interação como uma reclusa. Sobre o #Metoo é ainda mais taxativa: “Disse algumas coisas há uns anos e agora sinto que este movimento está a copiar-me, sobretudo quando se dizia que Hollywood tem poucos papéis para mulheres. O que disse é que não compreendia porque razão esta indústria era tão burra em não explorar veículos para mulheres! E estava a falar a nível de números!! Filmes com mulheres como protagonistas levam mulheres aos cinemas…”, conta a rir e prossegue: “O melhor destes movimentos é que a indústria agora trata um bocadinho melhor as mulheres, mas se há mais filmes com mulheres é porque esse é um mercado enorme, tão simples como isso. O problema agora é que Hollywood está a fazer os mesmos filmes para homens com mulheres como estrelas. O próximo passo é tentar perceber o que o público feminino quer, estamos a viver tempos excitantes… É preciso pensar no contributo feminino como novo “produto” Agora que há tanto entretenimento é extremamente importante que os filmes não fiquem todos iguais e que haja sempre espaço para nós sermos ouvidas! Esta nova dinâmica espero que seja entusiasmante.” Mas será que neste filme já se sente essa diferença? ” Este filme ainda tem uma data de coisas do antigamente, sobretudo daquilo que se entende como obra de ação, mas tento trazer coisas novas, como por exemplo a personagem ter a minha idade e ser protagonista! Uma cinquentona num filme de ação é uma declaração de intenções, é interessante, não é? E ela fala um pouco de menopausa e tudo. Isso, claro, foi minha ideia. Uma ideia obviamente fantástica e divertida, tal como o facto de ainda de dizer muito mais palavrões do que no primeiro filme…”

Como se não bastasse, as acrobacias e a pose de matadora com armas automáticas tem também a sua griffe: “muitos dos duplos e cenas de ação são feitas por mim. Mas muitas vezes, por bastante que insista, não me deixam porque não há tempo. O calendário desta produção é apertadíssimo – parte do que vemos no ecrã foi filmado por uma segunda equipa”

Se houvesse mais tempo talvez Salma ainda conseguisse falar das suas causas e dos seus projetos como produtora. Disso ou da forma como começou em Hollywood após ter singrado em telenovelas mexicanas, mas da produção dizem-lhe que tem de voltar ao hotel para ir ter com a filha que a espera. A senhora Salma, que ainda há pouco chegou a assinar Salma Hayek Pinault, é uma dama de família. Ser casada com um dos maiores milionários de França, o colecionador de arte François-Henri Pinault, não é apenas um detalhe. É um peso, um fardo com o qual lida bem – Pinault acompanha a atriz em tudo o que é passadeira vermelha. Muitos são os que acreditam ser um dos power couples mais fortes do momento. Não deixa de ser notável a sua vontade férrea em continuar a trabalhar e a desafiar convenções. A prova que não se vai transformar em “dondoca” milionária a viver de glórias passadas é o facto de a podermos ver ainda este ano no tão aguardado House of Gucci, de Ridley Scott, a história da tragédia da casa Gucci. Lady Gaga e Salma Hayek juntas é um programa em si mesmo..

As rivais O mercado de atrizes hispânicas em Hollywood é sempre competitivo, mas Salma Hayek sempre foi das mais bem pagas. Entre altos e baixos, a atriz mexicana já afastou muita concorrência, mas certas artistas roubam-lhe algumas propostas..

Jennifer Lopez

De origens porto-riquenhas, J. Lo continua a ser um farol na cultura pop hispânica, uma atriz que aos 51 anos mantém-se como um ícone de sensualidade e beleza, estando nesta altura em foco pela sua relação com Ben Affleck, casal que volta a um namoro mediático muitos anos depois. Jennifer Lopez, em oposição a Salma Hayek, tem a seu favor dominar a língua inglesa sem sotaques hispânicos, embora nunca tenha sido nomeada ao Óscar (Salma esteve prestes a ganhar em Frida , mas ficou-se pela eterna honra da nomeação)

Gina Rodriguez

É a estrela latina do futuro, embora o presente já lhe dê o epíteto de “nova Salma Hayek“. Gina Rodriguez tem uma beleza mais suave mas uma garra latina inata. Nascida em Chicago mas de origens de Porto Rico, esta jovem já deu nas vistas em filmes como Horizonte Profundo- Desastre no Golfo e Aniquilação

Sofia Vergara

Mais do que uma atriz, um símbolo do poder latino em Hollywood. A colombiana que conquistou os telespectadores nos EUA com Uma Família Muito Moderna é a estrela televisiva mais bem paga da sua geração. Vergara assume-se como comediante mas no cinema tem tido alguns acidentes: Perseguição Escaldante , ao lado de Reese Whiterspoon, era tão mau que já ninguém se lembra… Aos 49 anos tem alguns detratores pela quantidade de plásticas que faz

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